O rapper brasileiro Linn da Quebrada é uma força da natureza

O rapper brasileiro Linn da Quebrada é uma força da natureza

Linn da Quebrada, para mim, representa a nova voz do Brasil: uma mulher negra brasileira ostentando seu intelecto tanto quanto sua estranheza. Ela é honesta e assertiva em sua arte, falando pungentemente sobre raça, sexualidade, trabalho sexual e a política de sua identidade transgênero. Ela é uma jovem fênix fazendo dance music que levanta seu ânimo tanto quanto é uma reação direta à transfobia que assola o Brasil e o mundo - Mykki Blanco, editora convidada da Dazed, agosto de 2018



Estou lutando por um lugar no imaginário social, estou lutando pela chance de ocupar um lugar em sua mente. Este é cantor-slash-rapper brasileiro Linn da Quebrada falando com vontade, direto para a câmera, em um novo filme da Dazed dirigido por Valter Carvalho.

Da Quebrada é uma rapper trans da favela, uma performer turbulenta cujo som mistura funk carioca e hip hop, uma base para a discoteca de sua mensagem sociopolítica. Ela lançou seu primeiro álbum audiovisual Pajubá ( acho que a resposta do Brasil para Limonada ), anunciou uma turnê europeia e foi o foco de um documentário chamado Tranny Fag , onde ela se descreve como uma bicha molotov.

No nosso filme, vamos aos bastidores com Quebrada depois de um show em Lisboa onde ela está com o seu parceiro de performance e amigo próximo Jup do Barrio, os dois posando juntos, discutindo sua história e planejando seu futuro.



Conheci Linn da Quebrada em São Paulo no ano passado onde ela se apresentou ao lado do meu namorado, Mykki Blanco, em uma noite de atuação alegre e ruidosa, conta o diretor Valter Carvalho. Quando Linn e eu nos conhecemos, eu tinha ouvido a maior parte de seu trabalho e era um grande fã. Eu sabia que o poder de sua música e o conteúdo de suas letras estavam quebrando muitos limites para sua comunidade; tanto no Brasil em geral como em todos os países de língua portuguesa. O que experimentei naquela noite durante sua performance mudou minha própria percepção do gênero funk brasileiro e o papel da feminilidade nele.